29 de dezembro de 2017

que 2018 seja


“Resolvi montar uma loja
pra vender piadas por saco.
Adivinhas vendo por quilo,
e parlendas vendo por nacos.
Histórias da carochinha,
da galinha pintadinha
e do galo carijó que veste paletó
conto aos bis e em todas elas
acrescento mais um xis.
E pra quem gosta de verso
do joelho ao tornozelo,
do dedão até o pulmão,
pelo sim e pelo não,
ofereço de montão
poeminha e poemão.
Até a perereca da vizinha
que tá presa na gaiola,
sentada no penico tomando coca-cola,
vem na minha loja, sim, senhora!” 

Terminando o ano, olha eu aqui limpando as caixas que coaxam, as antigas e novas leituras. O que merece ser compartilhado e deve permanecer nas estantes?


Livros que me deem bons enredos, divertimento, imagens na palavra e verbo criativo nos desenhos. Livros feitos para rir, para chorar e para chorar de tanto rir contra o cinza e a chatice que aí andam. Que a virada de página não corrompa o ritmo, nem o design afrouxe nosso interesse. Livros que contenham tramas fabulosas com um jeito heroico ou ingênuo, quando o personagem se revela maior que o leitor e venha surpreendê-lo.


Um exemplo, a deliciosa leitura que traz este livro, completando 20 anos – QUE NEM ELAS QUE NEM, uma parlenda de Cecy Fernandes de Assis e ilustrações de Anaraquel (Formato, 1998). Remédio para quando a gente não tem o que dizer e apenas deseja ouvir um texto bem bolado!

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